Trapiche

Trapiche

Foto: Reynaldo Monteiro
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TRAPICHE

Localização: Porto da Barra. Área urbana.

Localização: Porto da Barra de Itapemirim. Área urbana.

Acesso ao atrativo: rodoviário, totalmente
pavimentado, não sinalizado, não adaptado em bom estado.

Descrição do acesso utilizado: através da ES-060, próximo da Ponte sobre o Rio Itapemirim.

Transporte para o atrativo: rodoviário, coletivo regular, de boa qualidade e não adaptado.

Legislação de proteção ao atrativo: Estadual resolução 01/98 . CEC.

Estado de conservação: regular.

Entrada do atrativo: não há entrada definida.

Visitação: visitação externa permanente, sem visitas guiadas, acesso gratuito e sem autorização prévia.

Acessibilidade do atrativo: permanente.

Tempo necessário para usufruir o atrativo: algumas horas.

Equipamentos e serviços no atrativo:lazer e entretenimento adaptados,
locais para alimentação adaptados e hospedagem adaptado.

Atividades ocorrentes no atrativo: contemplação do monumento e das paisagens no entorno.

Integra roteiros turísticos comercializados? sim, através da Rota dos Vales e do Café. Coordenada pela SEDETUR.

Origem dos visitantes: local, municipal, do entorno regional e de outros estados, sendo o verão o período de maior fluxo.

Descrição do atrativo: localizado na Av.Simão Soares, no antigo porto fluvial e marítimo de Itapemirim, a edificação é marco devital importância para a história econômica do Sul do Estado do Espírito Santo, pois dali subiam o Rio Itapemirim os vapores que transportavam toda a produção de café, cana-de-açúcar e outros gêneros agrícolas da região.

Construído em 1883, em estilo colonial, o armazém era coberto por telhas vindas da cidade de Marcelha (França) e possuía janelões e portas de pinho de riga de procedência portuguesa. Teve como primeiro proprietário o Capitão Deslandes que o vendeu, posteriormente, ao Senhor Simão Soares, próspero comerciante português estabelecido na região.

No início do presente século, com a construção da estrada de ferro que interligava a cidades de Vitória, Cachoeiro de Itapemirim, Campos e Rio de Janeiro, o porto fluvial de Itapemirim perdeu sua importância e o armazém Trapiche foi aos poucos caindo em desuso. Também contribuiu para o abandono da edificação, a diminuição dos transportes de cargas pelo Rio Itapemirim, que ao longo do tempo, tornou-se impróprio para a navegação devido ao assoreamento de seu leito e desmatamentos em seu vale.

Em 1986, o Centro Cultural de Itapemirim solicitou ao Conselho Estadual de Cultura, o tombamento do imóvel e, também, do Palácio das Águias, residência da família Soares proprietária dos imóveis, e situada em frente ao Trapiche. Mas, o processo não foi adiante por causa da recusa dos herdeiros em aceitar o tombamento dos mesmos. O agravamento da situação de abandono do armazém Trapiche ocorreu em 1988, quando um incêndio destruiu deixando-o em ruínas.

No presente momento, a SECES . Secretaria de Estado da Cultura e Esportes vem desenvolvendo esforços no sentido de viabilizar a reconstrução do Trapiche e a restauração do Palácio das Águias, assim como, efetivar o tombamento das edificações com o consentimento dos membros da Família Soares.

Foto: Reynaldo Monteiro
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