Matriz de Nossa Senhora do Amparo

Matriz de Nossa Senhora do Amparo

Icon

MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO AMPARO

Localização: praça Domingos José Martins, área urbana.

Localidade mais próxima do atrativo: Sede.

Distância da localidade mais próxima: Sede.

Distância da Sede do município: Sede.

Acesso ao atrativo: não sinalizado e não adaptado. Rodoviário, totalmente pavimentado e em bom estado de conservação.

Acesso mais utilizado: rodoviário e não adaptado.

Descrição do acesso utilizado: localizada na principal praça da cidade.

coletivo urbano com freqüência regular de boa qualidade, mas não adaptado.

Legislação de proteção ao atrativo: Lei Estadual Processo 021/99 CEC.

Estado de conservação: bom.

Entrada do atrativo: portaria principal.

Visitação: todos os dias, das 7h às 18h ou de acordo com as missas locais.

Acessibilidade do atrativo: permanente.

Tempo necessário para usufruir o atrativo: horas.

Equipamentos e serviços no atrativo: limpeza e instalações sanitárias não adaptadas.

Atividades ocorrentes no atrativo: contemplação do imóvel e seu acervo sacro.

Integra roteiros turísticos comercializados? Não.

Origem dos visitantes: no verão visitado por locais, municipais e do entorno regional.

Descrição do atrativo: a pedra fundamental foi lançada a 08 de setembro de 1847. Teve a sua construção iniciada no ano seguinte, com recursos arrecadados entre os fiéis pelo frei Antônio Casanova. A edificação foi orçada em 25 contos de réis, sendo inaugurado em agosto de 1855, conforme noticia o jornal O CORREIO DA VITÓRIA, a 26 de setembro do mesmo ano.

Almerinda da Silva Lopes em .Arte no Espírito Santo - do Século XIX à Primeira República. diz que em 1848, a edificação já em construção, teria a atenção do Presidente da Província Luiz Pedreira de Couto Ferraz. Está em seu Relatório anual: .era uma das melhores províncias e o padre já adquiriu vasos sagrados e alfaias, não de pequeno valor, para essa igreja. Consta que as imagens do oráculo, de Nossa Senhora da Conceição, de São Benedito, a batistério e as alfaias foram, na verdade, retirada da antiga Matriz de Nossa Senhora da Conceição, nas minas do Castelo, edificada em 1754.

As invasões freqüentes dos índios fizeram com que a igreja fosse abandonada, em 1771, construindo-se um novo templo, mais perto do litoral. As imagens teriam sido levadas entre 1779 e 1780, para as terras da família Freitas Caxanga, propriedade rural com engenho,denominada .Fazendinha, construindo ali, no início do século passado, uma capela às expensas do sargento-mor Bueno Cacunda, de seus filhos e do Capitão Baltazar Caetano. Esta capela, por ter sido construída de pau-a-pique e, em dimensões reduzidas, poucos anos depois encontrava-se em ruínas. Por isso, foi edificada em seu lugar a nova matriz.

A Matriz de Nossa Senhora do Amparo, embora erguida com paredes de pedra e cal que atingem um metro de largura, em 1856, registram-se solicitações, tanto de reparos como para a conclusão de partes inacabadas, tais como: conserto e renovação do telhado, construção de duas torres sineiras e de seis altares laterais. Isto revela que embora inaugurada no ano anterior, não havia sido concluída.

Os jornais da época informaram que, para .a execução das obras solicitadas seria aplicado o imposto de um por cento, sobre todos os gêneros exportados de Itapemirim, conforme Lei nº 11 de 03 de abril de 1848.

Em 1860, a Vila de Itapemirim recebeu a visita do Imperador D. Pedro II, que anotou em seu diário: A Vila tem ares de florescer, mas é pequena. Fui logo à matriz, feita por esforços do missionário Casanova, tendo sobre a porta a seguinte inscrição, se me lembro: D. O M. deslumbram beneficentia publici hujus constructun Paulus Capuccinun lapidem possuit em 1853..

Para o historiador Levy Rocha, a pedra em mármore preto conservada no portal do templo é a mesma, e os caracteres gravados pouco discrepam da reprodução que S. M. fez de memória .D. O M. beneficência populi hujus constructun P. Paulus Capuccinus hunc lapidem possuit ano de 1853.

No Relatório que o Presidente da Província enviou à Assembléia Legislativa, em 1886, aparecem novas informações sobre as obras que estão sendo realizadas na Igreja e de outras que serão necessários: .ressente-se esta freguesia da necessidade de ser reparado o telhado da capela-mor, bem como o do coro. Reclama o vigário, o conserto da fenda no frontispício, feita por um raio, assim o caimento e envidraçamento das janelas de toda a igreja. Também não se acham concluídos os altares laterais e as torres. Embora a Lei nº 19/12/1868, tenha autorizado o Presidente da Província a despender a quantia de até dois contos de réis com a construção das torres dessa Matriz, até 1871, nem as torres, os altares e os reparos há muito solicitados haviam sido concretizados, conforme se constata no Relatório do Presidente Provincial, Dr. Francisco Ferreira Correia apresentado à Assembléia Legislativa, em 09 de outubro daquele ano: A Matriz da Paróquia de Itapemirim carece de muitas obras, algumas urgentes, como é citado pelo respectivo vigário, a quem, em data de 05 de setembro foi recomendado que orçasse as despesas mais necessárias. Na verdade, por ali passando, vi o estado do templo, que nem altares laterais tem, os quais apenas consistem em singelos arcos feitos naspróprias paredes laterais, em forma de nicho, sem nenhuma obra de madeira, que lhe dê elegância de arte e a decente configuração de altares. Segundo o pedido do vigário, faz-se preciso: construir duas torres, consertar ourenovar o telhado da igreja, construir seis altares laterais, adquirir uma banqueta para Nossa Senhora do Amparo, paramentos e alfaias.

Nesta época, segundo Levy Rocha, .Frei Paulo encomendou à Core alguns vasos sagrados, alfaias e parâmetros sacerdotais. Tendo ido a Roma, mandou de lá o presente de uma lâmpada de prata para a Matriz e alguns artigos de devoção.
Em 1876, encontramos referências às obras de construção do restante da Igreja no Relatório da Tesouraria da Câmara Provincial do Espírito Santo, de 24 de março, sem que, no entanto, tivesse sido relatado o seu início.
Foi construída apenas uma torre sineira. Entretanto, novamente em reforma, em 1886, sendo nomeado o Sr. Cândido Gonçalves Pereira Lopes, para encarregar-se dos reparos mais urgentes da Matriz Para tal, foi-lhe destinado, pelo Governo da Província, a quantia de 4.000$000 réis, tendo como encarregado das obras o Presidente da Câmara, João Pimentel dos Reis.

Para Almerinda Silva Lopes, a Igreja possui frontão recortado à moda barroca, três janelas do coro, forro em madeira, mantendo-se a torre sineira única, à direita. A sólida construção em pedra e a manutenção constante garantiram-lhe manter a forma original que chegou até os dias atuais. Ao serem feitas escavações foram encontradas sepulturas, restos de ossos, objetos como sapatos que foram colocados numa caixa, no cemitério da cidade.

EDILAINE LAURINDO - Enviado em 14/10/2010 13:06